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Presidente do BC do Paraguai renuncia após intervenção no Ueno Bank; clientes protestam

Publicado em 04/11/2026 Editoria: Internacional


Os paraguaios que foram ao Banco Ueno, o maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, se depararam com as portas fechadas na tarde de terça-feira (3). A instituição financeira é alvo de investigações e problemas financeiros, o que causou a renúncia do presidente do BCP (Banco Central do Paraguai), Carlos Carvallo.
O banco com mais de 3 milhões de clientes foi alvo de intervenção pelos órgãos reguladores, o que, além de ocasionar a renúncia de Carvallo, aumentou a pressão contra o presidente paraguaio Santiago Peña. Os correntistas ficaram sem acesso imediato ao seu dinheiro.
A intervenção aconteceu com o objetivo de “proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro”, informou o Banco Central. A Justiça paraguaia ordenou a prisão de oito diretores do banco, incluindo o presidente Miguel Vázquez.
O BCP assegurou aos clientes que, com os depósitos bloqueados, eles receberão primeiro pagamento de até 10 milhões de guaranis, o equivalente a R$ 9.200. Dezenas de pessoas realizaram manifestações no centro de Assunção, com cartazes pedindo o “impeachment de Santi Peña”.
Carlos Carvallo foi presidente da financeira do Ueno antes de assumir o BCP, em 2023. Ele formalizou a renúncia ao Poder Executivo e enviou nota ao Senado nesta terça-feira (3).
Impeachment de Peña
O presidente paraguaio Santiago Peña possuía ações de um grupo que controlava o Ueno Bank, porém se desvinculou em 2025. O senador da oposição Rafael Filizzola confirmou que atua para buscar o impeachment do chefe de Estado.
Segundo entrevista dada por Filizzola à AFP, Peña tem participação direta no escândalo. Ele afirmou que o presidente “flexibilizou os mecanismos das leis anticorrupção, criou-se o banco [Ueno], do qual ele era acionista, e depois renunciou à participação diante das pressões”, disse.


Com informações do UOL e G1.