Um grito de socorro vindo da casa ao lado interrompeu a rotina de uma família de Rio Negro, município localizado no região Norte de Mato Grosso do Sul, na quinta-feira, dia1º de outubro. Um bebê de 1 ano e 2 meses havia se engasgado com pedaços de maçã e começava a desfalecer no colo do pai.
Ao ouvir o pedido de ajuda, um policial militar que mora no imóvel vizinho correu até o quintal, pulou o muro que separa as duas casas e conseguiu fazer a criança voltar a respirar.
O policial é o soldado Felipe Cristian de Paiva Oliveira, lotado na 11ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar), em Campo Grande, e atualmente designado para trabalhar em Rochedo. Em casa, porém, não foi a farda que o colocou no centro da ocorrência, mas a proximidade com o irmão e o treinamento de primeiros socorros aprendido durante o curso da corporação.
A correria foi registrada por uma câmera de segurança. Nas imagens, Felipe aparece saindo de casa e seguindo direto para o muro após ouvir o irmão pedir ajuda. Ele escala a estrutura e desaparece do enquadramento segundos depois, já a caminho do sobrinho.
“Somos vizinhos e, na hora da ocorrência, o pai da criança gritou por socorro, tendo em vista que ela já estava desfalecendo. Dessa forma, pulei o muro para prestar socorro e realizei a manobra. Posteriormente, a criança voltou e começou a chorar”, contou Felipe ao site ampo Grande News.
Já com o menino nos braços, o soldado colocou em prática a técnica de desengasgo que havia aprendido durante o curso de formação da PM. O procedimento conseguiu liberar as vias aéreas e a reação veio logo depois, quando o pequeno recuperou os sentidos e começou a chorar.
Para Felipe, aquele foi também um teste que nenhum treinamento consegue reproduzir por completo. Embora soubesse como agir, ele nunca havia precisado usar a manobra de Heimlich em uma situação real e acabou estreando justamente para salvar alguém da própria família.
“Aprendi no curso da PM. Foi a primeira vez que usei a manobra de Heimlich em um caso real”, resumiu.
No fim, o som que confirmou que a manobra havia funcionado foi justamente o choro do menino.