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Feminicida é condenado a 23 anos por matar namorada a facadas em Maracaju

Publicado em 10/07/2026 Editoria: Cidade


Vítima foi assassinada na noite de 20 de junho do ano passado na Vila Juquita

O Conselho de Sentença condenou a 23 anos de prisão o homem que matou Doralice da Silva a facadas em Maracaju, a 160 quilômetros de Campo Grande. Ela foi assassinada na noite de 20 de junho, na Vila Juquita, e o réu, Edemar Santos Souza, foi condenado na última quarta-feira (8).

Doralice foi a 16ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul no ano passado. Ela foi assassinada após terminar o namoro com Edemar, que disse ter sido movido pelo ódio e ciúmes.

O réu foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime. Os jurados reconheceram que o crime foi cometido por meio de recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com o MPMS, a Justiça considerou a culpabilidade do réu altamente negativa diante da extrema crueldade demonstrada nos fatos. Ele agrediu Doralice com vários golpes de faca no pescoço e socos no rosto.

Outro fato que agravou a pena de Edemar foi Doralice ter deixado duas filhas menores de idade, de 9 e 16 anos, que ficaram totalmente desamparadas. Ele foi condenado a 23 anos, 5 meses e 7 dias de prisão, em regime inicial fechado.

O júri da última quarta-feira (8) é um marco na cidade por aplicar as diretrizes da Lei nº 14.994/2024, sancionada em outubro de 2024, que retirou o feminicídio da condição de mero homicídio qualificado e o transformou em um crime autônomo.

16º feminicídio
‘Movido por ódio e ciúmes’, essa foi a motivação para o feminicídio de Doralice, segundo o depoimento de Edemar Santos Souza, pedreiro de 31 anos, que confessou o crime.

O Midiamax teve acesso ao depoimento em que Edemar contou ao delegado que no dia do feminicídio havia saído com Doralice até um bar e beberam cerveja, por volta das 11 horas, sendo que depois foram para outro bar, onde ingeriram mais bebidas alcoólicas. Na volta para casa, acabaram se envolvendo em um acidente de motocicleta.

Doralice conseguiu ligar a motocicleta e foi até a sua residência para deixar comida para as filhas e Edemar ficou esperando para irem até outro bar. Mas, como Doralice demorou para retornar, ele foi até a residência e ficou esperando por ela.

Quando Doralice chegou, deixou a motocicleta na calçada, e ao entrar mandou que Edemar fosse embora de sua casa. Ele, então, disse que ia pegar suas roupas e ferramentas, mas ela o mandou buscar no dia seguinte.

Edemar pegou algumas roupas e colocou em uma carriola. Quando voltou para buscar o restante, questionou Doralice se ela iria sair com o homem que a estava esperando em um veículo Gol, na esquina.

Quando Doralice disse que iria sair com o homem, Edemar relatou que foi movido pelo ódio e ciúmes e pegou uma faca desferindo um golpe no pescoço de Doralice. Assim, ela caiu no chão da sala.

Logo em seguida, ele desferiu três socos no rosto dela e passou a dar mais facadas no pescoço da namorada. Ele ainda disse que ficou com mais raiva quando se lembrou que na semana anterior havia sido agredido por Doralice. 



› FONTE: Midiamax