Rogério Nascimento da Silva, de 37 anos, foi preso após invadir um restaurante, render uma atendente com duas facas e mantê-la refém durante um roubo na tarde de domingo, dia 05 de julho, na avenida Gunter Hans, no Jardim Tarumã, em Campo Grande. Durante o trajeto até a delegacia, ele usou um isqueiro escondido na roupa íntima para incendiar a viatura da Polícia Militar.
O caso ocorreu no Restaurante Portão de Ferro. Segundo o registro da ocorrência, uma pessoa pediu ajuda e informou que o homem havia entrado no estabelecimento para roubar. No local, Rogério mantinha uma das facas apontada para o pescoço da funcionária.
Segundo o site Campo Grande News, um sargento da PM (Polícia Militar) que estava de folga chegou antes das equipes acionadas e começou a conversar com o suspeito. Depois, outros policiais cercaram o restaurante e pediram reforço.
Rogério soltou a atendente e entregou as duas facas após a conversa com os agentes. Conforme o registro, ele resistiu à prisão, e os policiais usaram força e algemas para contê-lo.
Colegas de trabalho levaram a vítima a um hospital, onde ela recebeu atendimento e medicação. O documento não informa se a funcionária sofreu ferimentos nem detalha seu estado de saúde.
Os policiais colocaram Rogério no compartimento traseiro de uma viatura para levá-lo à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol. No caminho, ele gritou ameaças de morte, chutou o veículo e tentou danificá-lo.
A equipe interrompeu o trajeto após sentir cheiro de plástico queimado. Ao verificar a parte traseira, os policiais encontraram fogo no compartimento e um isqueiro com o preso.
De acordo com a ocorrência, Rogério disse que havia escondido o objeto na roupa íntima. Ele ateou fogo no próprio calçado, e as chamas atingiram o interior da viatura. Antes disso, passou para a frente do corpo as mãos que estavam algemadas atrás das costas.
Equipes de reforço foram até o local, contiveram o preso e retomaram o transporte. Já na delegacia, uma consulta apontou um mandado de prisão em aberto contra ele. O registro não informa qual processo motivou a ordem.
A perícia foi acionada para examinar os danos na viatura. O caso foi registrado como dano, tentativa de homicídio e roubo com restrição da liberdade da vítima.