Decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) flexibilizou as restrições impostas à marca Ypê e liberou produtos fabricados a partir do dia 1º de março deste ano. O anúncio oficial foi publicado nesta segunda-feira (15) e atinge parte da linha de produção após a fabricante, Química Amparo Ltda., apresentar laudos laboratoriais satisfatórios.
A mudança reduz o cerco aos produtos, mas mantém o alerta para os consumidores de Mato Grosso do Sul que guardam itens antigos na despensa.
Conforme a publicação, podem ser comercializados e usados lotes de detergentes (lava-louças) e desinfetantes da marca fabricados a partir de 1º de março e os de lava-roupas fabricados a partir de 1º de abril deste ano. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União).
A medida foi tomada após novos testes e uma inspeção realizada no fim de maio por técnicos sanitários que comprovaram que a fábrica da empresa em Amparo (SP) corrigiu as falhas graves de controle microbiológico e os laudos foram satisfatórios.
Relembre
A crise envolvendo a gigante dos produtos de limpeza começou no fim de novembro de 2025, quando a própria Ypê realizou um recolhimento voluntário de lotes de sabão líquido após identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em suas linhas de produção.
O cenário se agravou entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, quando técnicos da vigilância sanitária realizaram uma auditoria minuciosa na fábrica da Química Amparo Ltda., em Amparo (SP). O relatório da inspeção apontou 76 irregularidades sanitárias graves, expondo falhas severas no controle de qualidade microbiológico e o descumprimento de Boas Práticas de Fabricação.
Diante do risco iminente de novas contaminações, a Anvisa adotou uma medida drástica em 7 de maio de 2026, publicando uma resolução que proibiu a fabricação e determinou o recolhimento de mais de 100 lotes de detergentes, desinfetantes e lava-roupas que terminavam com o dígito "1".
Em resposta, a Ypê contestou administrativamente a abrangência da punição e apresentou laudos de laboratórios independentes para acalmar o mercado, mas paralisou voluntariamente as linhas afetadas para iniciar uma reestruturação profunda, anunciando um plano de investimentos de R$ 130 milhões em modernização e segurança fabril.