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“Achei que iam me matar”, diz mulher trans espancada e marcada com suástica

Publicado em 16/03/2026 Editoria: Cidade


Suástica marcada no braço da vítima acusada de furto (Foto: Reprodução processo)

Suástica marcada no braço da vítima acusada de furto (Foto: Reprodução processo)


Vítima foi acusada de furto e autores tiveram prisão preventiva decretada pela justiça

 


Mulher trans de 29 anos que foi espancada, ameaçada de morte e teve uma suástica marcada no braço por três pessoas em Ponta Porã, afirmou em depoimento que pensou que seria assassinada. O caso aconteceu na madrugada de sábado (14) e os suspeitos foram presos.

Conforme a vítima, o caso aconteceu no dia 14 de março. Ela contou que estava em casa cortando grama quando recebeu uma ligação para ir até uma residência receber o pagamento por um serviço. Ao chegar ao local, foi convidada a entrar e levada até um escritório da casa.

No depoimento, a mulher afirma que, ao entrar no imóvel, passou a ser acusada de ter furtado objetos. Neste momento começou a sessão de agressões. Segundo ela, Leonardo Duarte a segurou enquanto Jackson Tadeu Vieira e Laysa Carla Leite Machinsky começaram a agredi-la com socos, chutes e golpes com taco de sinuca e cabo de vassoura.

“Eles me seguraram e começaram a me bater. Era soco, chute, tapa e pancada”, relatou.

Durante as agressões, a mulher afirmou que os suspeitos tentaram amarrar suas mãos e pés com uma corda. Em seguida, um deles encostou uma faca em seu pescoço e fez ameaças de morte. “Ele disse que ia me matar e que iam me jogar no rodoanel. Eu lutei para não ser amarrada porque achei que iam me matar”, contou.

A vítima relatou ainda que feriu um dos dedos ao tentar afastar a faca. Em meio às agressões, disse que passou mal e chegou a vomitar sangue após receber golpes no estômago e na cabeça.

Ainda conforme o depoimento, os agressores também destruíram seu celular com uma faca para impedir que ela pedisse ajuda. Após conseguir fugir do local, a mulher foi até a rodoviária da cidade, onde pediu ajuda e foi orientada a procurar a polícia para registrar a ocorrência.

Os 3 suspeitos foram capturados e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Jackson é estudante de medicina e filho de oficial da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, que atualmente está na reserva.

A reportagem do Campo Grande News procurou a vítima, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto.

Caso - Conforme o auto de prisão, Laysa sofreu um aborto semanas antes e teria pago para que a vítima enterrasse o feto. No dia do crime, acabou descobrino que o material genético não tinha sido descartado e estava dentro de um vidro no escritório do casal.

Jackson então mandou chamar a vítima e cobrou dela o valor que havia sido pago. Ainda segundo o documento, ele teria obrigado a mulher a cheirar o conteúdo do frasco dizendo que ela teria sido a responsável pelo aborto de sua companheira.

O casal negou envolvimento nas agressões e Leonardo contou que deu dois socos no rosto da vítima e depois a segurou para que Laysa e Jackson realizassem a sessão de tortura. Para a polícia as versões dos três são inconsistentes.



› FONTE: Campo Grande News