Morre no hospital motociclista atropelado por empresário embriagado na BR-163
Publicado em 18/02/2026
Editoria: Trânsito
Morreu no início da madrugada desta quarta-feira (18) o motociclista Luiz Henrique de Oliveira Rosa, de 29 anos, vítima de acidente ocorrido na noite de segunda-feira (16), na BR-163, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande.
Luiz Henrique pilotava uma motocicleta recém-comprada quando foi atingido por trás por uma caminhonete S10 conduzida pelo empresário do ramo imobiliário R.B.M, de 40 anos. Com o impacto, a parte frontal do veículo ficou sobre a roda traseira da moto, que foi arrastada por cerca de 150 metros.
Arremessado durante a colisão, o motociclista sofreu múltiplas escoriações e traumatismo craniano com perda de massa encefálica. Ele voltava de uma partida de futebol no momento do acidente.
Socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital da Vida, não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da meia-noite. O estado de saúde era considerado gravíssimo.
O acidente ocorreu nas proximidades da Estação de Tratamento de Água, na saída para Caarapó. Conforme o boletim de ocorrência, Luiz Henrique seguia da região da Sitioca Ouro Fino e, ao acessar a rodovia, foi atingido na traseira.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o empresário apresentava sinais visíveis de embriaguez e se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas admitiu ter ingerido cerveja.
Ele foi preso em flagrante no local, após tentar fugir quando os policiais chegaram, sendo contido e algemado.
Ainda conforme o registro policial, durante o encaminhamento à delegacia, o empresário teria alterado o tom de voz, feito reclamações sobre o uso das algemas e proferido ameaças contra os agentes.
Na delegacia, também teria mencionado possuir empresa com mais de 60 funcionários e feito novas intimidações. A PRF informou que todos os direitos do conduzido foram respeitados e que o uso de algemas foi necessário por questões de segurança.
Com a morte do motociclista, R.B.M responderá por homicídio culposo na direção de veículo automotor e por conduzir veículo sob influência de álcool, além de ameaça e desacato.
Apesar da prisão em flagrante, R.B.M, foi solto na manhã de terça-feira (17) após decisão do juiz plantonista Caio Márcio de Britto, que concedeu liberdade provisória mediante medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno e proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias.
Não foi arbitrada fiança. Segundo o despacho, não houve pedido de prisão preventiva por parte da autoridade policial nem do Ministério Público.
› FONTE: Campo Grande News