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Hospital de MS abre procedimento para atestar morte cerebral de menina

Publicado em 14/12/2019 Editoria: Polcia


Elenilda, me de Elo, presenciou o ataque  filha (Foto/Arquivo: Paulo Francis)

Elenilda, me de Elo, presenciou o ataque filha (Foto/Arquivo: Paulo Francis)

Além de comoção, ataque a Eloá gera boatos e ganância em Campo Grande. Eloá Aquino, 3 anos, foi retirada do carrinho e jogada ao chão 2x; hospital abriu procedimento para atestar morte cerebral
 
Na mesma proporção que o ataque contra Eloá Aquino Carvalho, de 3 anos, causou comoção em Campo Grande, também suscitou a ganância e a rede de boatos que está causando transtorno à família da menina.
 
A agressão aconteceu na última quarta-feira (12), na rua Baobá, Moreninha III, quando a mãe de Eloá, Elenilda Carvalho Moreira, 31 anos, estava em ponto de ônibus acompanhada dos três filhos, de 2 meses, 3 anos e 5 anos.
 
A criança estava no carrinho e foi retirada por Cecílio Martins Centurião Junior, 34 anos, e arremessada ao chão duas vezes. A mãe, atônita, recebeu ajuda de populares e ele foi detido.
 
A advogada Mariana Canossa, que representa Elenilda, disse que recebeu em um grupo de WhatsApp um áudio em que a pessoa diz que Eloá morreu há 3 dias e será enterrada como indigente e, por isso, está fazendo campanha para arrecadar recursos.
 
Outra mensagem diz que familiares de Centurião tiveram que se esconder, com medo de represálias por parte da família da menina.
 
“Isso não existe, isso tomou proporção enorme, que só traz dor à família”, disse a advogada.
 
Eloá permanece internada no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) Pediátrico da Santa Casa. A equipe de intensivistas abriu protocolo de morte encefálica para atestar a atividade cerebral. Segundo a advogada, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória e o procedimento teve que ser suspenso para estabilizá-la.
 
Cecílio sofre de esquizofrenia e foi interditado judicialmente em 2012, ou seja, declarada civilmente incapaz. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva e ele foi levado para uma ala psiquiátrica do Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho.


› FONTE: Campo Grande News