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Juiz de Direito em Aquidauana é eleito presidente da AMAMSUL

Publicado em 14/11/2020 Editoria: Região


Ontem, sexta-feira (13), os mais de 320 associados da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (AMAMSUL) elegeram a diretoria que comandará os destinos da entidade no biênio 2021/2022. A data de posse do presidente eleito e dos novos integrantes da diretoria ainda não está definida, mas deve ser em dezembro.
 
Este ano, em razão das medidas de biossegurança, impostas pelo surgimento do coronavírus, o pleito eleitoral teve algumas alterações e as urnas de votação para os associados que escolheram fazer sua escolha presencialmente ficaram disponíveis na sede administrativa da AMAMSUL em Campo Grande e não mais na sede campo da entidade.
 
Com 190 votos válidos, pela chapa “União e Força”, foram eleitos para o biênio 2021/22 Giuliano Máximo Martins (Presidente), Cláudio Müller Pareja (1º Vice-Presidente), Elizabete Anache (2ª Vice-Presidente), Joseliza Alessandra Vanzela Turine (Secretária), Ellen Priscile Xandu Kaster Franco (Secretária-adjunta), Mário José Esbalqueiro Jr. (Tesoureiro), Simone Nakamatsu (2ª Tesoureira), Kelly Gaspar Duarte Neves (Diretora de Interior), Larissa da Silva Castilho Farias (Diretora Social), Alessandro Pereira Leite (Diretor de Patrimônio), Deyvis Ecco (Diretor de Esportes), Albino Coimbra Neto (Diretor de Tecnologia da Informação), Olivar Augusto Roberti Coneglian (Diretor da Esmagis), Jacqueline Machado (Diretora de Prerrogativas).
 
Como membros do Conselho Deliberativo assumem Ariovaldo Nantes Correa, Liliana de Oliveira Monteiro, Juliano Rodrigues Valentim, Mauro Nering Karloh, Roberto Hipólito da Silva Jr., Francisco Vieira de Andrade Neto, Roberto Ferreira Filho, Rafael Gustavo Mateucci Cassia.
 
Proclamado o resultado, o presidente eleito confessou estar animado com as novas responsabilidades. Ele relatou que a ideia de participar da eleição da AMAMSUL surgiu a partir de conversas informais com alguns magistrados, referendada posteriormente por muitos associados e pelo atual presidente, juiz Eduardo Siravegna.
 
A chapa única é resultado da união de diferentes pontos de vistas dos magistrados, o que Giuliano considera muito proveitoso por juntar diversidade de ideias em prol do bem comum: defesa das prerrogativas e dos direitos dos magistrados de MS.
 
Em sua avaliação, os juízes brasileiros estão entre os mais atuantes e produtivos do mundo, com estruturas de julgamento de processos digitais avançadas. “Sabemos que existem deficiências e, na medida do possível, o Poder Judiciário está se esforçando para prestar jurisdição o mais rápido possível”, afirmou.
 
Questionado sobre as pautas que direcionarão sua gestão na presidência da AMAMSUL, Giuliano explicou que a primeira é continuar a defesa das prerrogativas e direitos da magistratura sul-mato-grossense, colocando a classe no status de poder. “Representamos o Poder Judiciário e, diante disso, desejamos mostrar à sociedade quão importante é esse poder no sistema existente ao lado de outros poderes com Executivo e Legislativo. Esta será a base de todas as outras propostas de trabalho”, adiantou.
 
O presidente eleito contou ainda que a nova diretoria pretende trabalhar em três eixos principais: valorização do magistrado, saúde e segurança. Contudo, ele deixou claro que, embora seja esse o eixo principal, não exclui outras propostas para os dois anos de trabalho.
 
“O presidente da associação serve de interlocução entre juízes e sociedade, para que o magistrado atarefado diariamente com processos, audiências, enfim, não precise atual no campo político de participação social”, acrescentou.
 
Sobres os desafios atuais da associação, Giuliano lembrou que o principal deles é estabelecer o equilíbrio entre a importância do trabalho do juiz, a celeridade da prestação jurisdicional e a eficiência das decisões judiciais.
 
“Queremos sim que os processos tramitem rápido e atendam as necessidades da população, porém tudo dentro de um sistema processual, que é complexo e trata de temas sensíveis, demandando horas e horas de estudo, muitas vezes nos finais de semana e feriados, para decisões de necessitamos proferir. Queremos mostrar para a população o quanto o juiz trabalha para resolver seus conflitos”, disse.
 
O juiz ressaltou a necessidade de se ter bom relacionamento com a OAB, Ministério Público, a Defensoria Pública e os servidores, pois esse bom relacionamento e o trabalho permitirão encontrar o ponto de equilíbrio para que a balança não penda para somente um dos lados.
 
“Vamos mostrar à sociedade o que faz um juiz. Um trabalho ativo de demonstração de atuação da magistratura e também um trabalho junto aos órgãos de imprensa para permitir que sejamos ouvidos antes que se faça um pré-julgamento da atuação desse ou daquele magistrado em situações polêmicas que alcancem nossas vidas. Estou muito animado, com as melhores perspectivas e à disposição dos pares e da sociedade”, concluiu.
 
Saiba mais - Compuseram a comissão eleitoral os juízes Marcelo Ivo de Oliveira (presidente), Eucélia Moreira Cassal (secretária) e Alexandre Antunes da Silva (membro). Ao assumir a presidência da AMAMSUL, Giuliano ficará afastado da jurisdição para se dedicar ao exercício do cargo associativo.
 
Giuliano Máximo Martins ingressou na magistratura sul-mato-grossense em agosto de 2006. Paulista de São José Campos, é formado em Direito pela Universidade Mackenzie. Pós-graduado em Ciências Penais. Pós-graduado em Processo Penal e mestre em Ciências Jurídicas, pela Universidade de Lisboa (Portugal).
 
Atuou na comarca de Porto Murtinho e, desde abril de 2010, judica em Aquidauana. Atualmente titulariza a 1ª Vara Cível, além de responder como juiz eleitoral naquela comarca.
 
Não se pode esquecer que Giuliano é considerado Juiz Referência no Depoimento Especial em MS, uma vez que defendeu dissertação de mestrado em Ciências Jurídicas pela Universidade de Lisboa, em Portugal, quando tratou do Depoimento Especial da Criança no Processo Civil e sua Valoração Probatória. O juiz não esconde que é um defensor dessa forma de trabalho.
 
 


› FONTE: Assessoria