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Santa Casa: para reduzir medo, criança vai de carrinho até sala de cirurgia

Publicado em 12/12/2019 Editoria: Saúde


Em Mato Grosso do Sul, a Santa Casa é o primeiro hospital a implantar esta prática e, no Brasil, um dos pioneiros em utilizar do método de humanização.
 
Passar por uma cirurgia pode ser um momento bastante estressante. A insegurança de alguma coisa dar errado, o ambiente frio típico de um hospital e das salas de cirurgias também não ajudam a manter a calma e a nos sentirmos mais confortáveis.
 
E se tudo isto é difícil para um adulto, imagina para uma criança, pois apesar de não entenderem o que se passa, se veem sozinhos com um grupo de pessoas desconhecidas e em um lugar estranho para eles.
 
Pensando nisso, um neurocirurgião da Santa Casa de Campo Grande intermediou com o supervisor de enfermagem do centro cirúrgico, Fermiano Arguelho, a doação de um carrinho de controle remoto para distrair as crianças enquanto são levadas para a sala cirúrgica.
 
A doação foi recebida pela gerente do setor de captação de recursos, Cátia Almeida.
 
 
A ideia surgiu em um hospital americano que decidiu que, ao invés de transportarem seus pequenos pacientes em uma dura e fria maca ou cadeira de rodas até a sala de operação, as próprias crianças poderiam “dirigir” até o local – em carrinhos de controle remoto. No estado de Mato Grosso do Sul, a Santa Casa de Campo Grande é o primeiro hospital a implantar esta prática e, no Brasil, um dos pioneiros em utilizar do método de humanização.
 
O supervisor de enfermagem do centro cirúrgico, Fermiano Arguelho, comenta que a intenção é que a internação da criança seja menos traumatizante com esta prática. “Foi totalmente diferente. A criança não teve receio e agiu como se estivesse fora do ambiente hospitalar. Antes do carrinho, as crianças já vinham chorosas, com medo, com insegurança. É justamente isso que a gente quer, que as crianças percam o medo e essa passagem no hospital seja mais humanizada e não traumatizante”.
 
Podendo ser controlado tanto pelas crianças como por meio de um controle remoto, o “carrinho” é uma excelente forma de não só ajudar as crianças a relaxarem antes de entrarem para uma sala de cirurgia, deixando-as alegres e divertidas, como até os próprios pais, que acabam ficando mais tranquilos ao verem seus filhos descontraídos. Geysiane de Souza Braga, mãe do pequeno Davi Henrique de dois aninhos, ficou aliviada ao ver seu filho indo feliz para a cirurgia. “É uma coisa muito legal, pois ele não foi chorando e sim brincando para a cirurgia. Ver ele assim alivia a gente e nos dá ainda mais esperança que tudo dará certo. Quando ele chegou na sala de cirurgia ele não queria sair mais do carrinho”, contou.
 
Davi está internado na Santa Casa desde o dia 30 de novembro em tratamento de um problema cardíaco e foi a primeira criança a utilizar o “carrinho” ao invés da maca como transporte até o centro cirúrgico. “A cirurgia ocorreu tudo bem. Agora ele está no CTI para estabilizar e depois vamos para o quarto. Agradeço os cuidados de toda equipe médica e assistencial com meu filho. Com certeza esse carrinho fez toda diferença para ele e para mim. Ele estava alegre e eu mais ainda”, disse.
 


› FONTE: Por ASCOM Santa Casa de Campo Grande